
A designação de insectos-jóia decorre do facto dos seus exoesqueletos (esqueleto externo semelhante a uma “armadura”) se apresentarem brilhantemente coloridos. Ao mesmo tempo as suas texturas que podem produzir um brilho metálico e as rugosidades multifacetadas, projectam a luz e os reflexos como se de uma jóia se tratasse.
A causa mais comum das cores metálicas que os caracteriza, relaciona-se com a estrutura do tegumento externo do insecto, que é feito de uma substância chamada quitina. Como a quitina é transparente, pequenas fissuras, escamas ou pêlos refractam a luz como um prisma, criando os típicos azuis, violetas e verdes metálicos. Em alguns casos, há na verdade um pigmento no exoesqueleto que ajuda o exacerbamento da cor. A origem do pigmento está frequentemente relacionada com os alimentos que ingerem.
As cores brilhantes servem de aviso aos predadores e ajudam a camuflar o insecto entre a vegetação e as florações.
Estes insectos, na maioria pertencentes à ordem Coleóptera, a mais numerosa do Reino Animal, podem ser encontrados em todos os tipos de habitats terrestres, desde florestas tropicais às montanhas e até em desertos.
A popularidade dos escaravelhos-jóia é apenas ofuscada pelos Lepidópteros exóticos (borboletas), entre as preferências dos coleccionadores e ao longo dos tempos nas diferentes culturas. Na verdade, a procura intensiva destas espécies por parte dos colecionadores levou a que a Wildlife Conservation e a IUCN as considerassem como “protegidas”.
Fonte: Centro Ciência Viva da Floresta. Horário, local exato e preço na página oficial.