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Conferência

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A investigação tem demonstrado que o suor humano constitui um canal de comunicação emocional relevante. A exposição a odores corporais produzidos em diferentes estados emocionais influencia o comportamento e as respostas psicofisiológicas dos seus recetores. Nesta apresentação serão discutidos os mecanismos através dos quais diferentes emoções moldam a produção destes sinais químicos e as suas consequências adaptativas para quem os recebe.

A nossa investigação tem demonstrado que a produção de suor varia em função da experiência emocional e do sexo dos participantes. Esta parece revelar-se particularmente elevada em contextos de medo, estando associada à intensidade subjetiva da experiência emocional nos homens, mas não nas mulheres. Estes resultados sugerem que, nos seres humanos, os homens codificam a intensidade da experiência emocional negativa na quantidade de suor produzido.

Demonstrámos também que a exposição a estes odores corporais – nomeadamente os recolhidos durante estados emocionais de medo e ansiedade – induz em quem os recebe um estado de prontidão adaptativa, caracterizado por maior aquisição de informação sensorial, aumento da atenção a estímulos relevantes e facilitação do processamento de alterações inesperadas no ambiente. Resultados mais recentes mostram ainda que a exposição a odores de medo melhora a memória espacial para rostos associados à ameaça, sugerindo que estes sinais favorecem não apenas a deteção de potenciais fontes de perigo, mas também a sua localização futura.

Fonte: ISPA – Instituto Universitário. Horário, local exato e preço na página oficial.

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